“Não foi mentira. Foi por sua causa mesmo que eu fiquei perdido, Robin. Que eu rolei entre mil baladas procurando achar suas imperfeições em alguma daquelas “minas” que me rodeavam. Eu tentei voltar atrás, sério. Mas cara, você é o pior tipo de melhor pessoa que eu já conheci. Você vive a base das suas neuroses, sempre se achando a dona da razão. Eu sou o lado “desculpa” e você o “eu te avisei”. Você é tudo aquilo que encanta demais e parece ser simples. O teu primeiro “oi” foi muito simples, mas dava pra ver que suas complicações davam de dez à zero na sua simplicidade. Eu deixei mil mensagens na tua caixa, mas quem disse que o seu orgulho te deixou retornar? Você sai daqui como a mulher mais decidida do mundo, e volta com o olhar mais doce que criança pedindo bala. Esse é seu problema. Bater o pé como se soubesse o que quer, e me procurar quando decide que não quer nada. Talvez alguma vez eu devesse te negar, te dizer um não pra você aprender. Mas assim que você diz “em cinco minutos tô aí”, largo de procurar qualquer imperfeição em comum com a sua, e vou correndo abrir a porta. Porque você vai, Robin, e vai toda vez. Mas… Volta. E acho que isso significa mais do que um passa tempo que você usa não tem nada melhor pra fazer. E sabe por que eu sei disso? Porque qualquer coisa é melhor que brigar, reclamar e se odiar na maior parte do tempo. Qualquer coisa podia ser melhor que isso e mesmo assim não é. E você continua batendo na minha porta e volta como quem não quer nada querendo alguma coisa. Alguma coisa que eu sei exatamente o que é, porque pô… Eu sempre quero o mesmo. Talvez seja por isso que eu sempre volte atrás e você nunca volta, porque eu volto com o passo errado e você sempre chega pisando certo. (Aí quem volta sou eu). Em resumo: ela é a melhor coisa que eu nunca soube que precisava.”
robin and stubb.